Uma manifestação de protesto movimentou a cidade de Mucajaí (RR) na manhã desta quinta-feira (13). Revoltados com o atraso no pagamento de seus vencimentos e com a falta de reajuste salarial, servidores municipais concursados decidiram protestar contra o prefeito Elton Vieira Lopes, o Gordo Lopes (PMDB).
A paralisação de advertência foi organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Mucajaí e contou com o apoio do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias do Estado de Roraima (SINDACSE-RR), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Entre as reivindicações, os servidores cobraram melhores condições de trabalho; reconhecimento, compromisso e seriedade por parte da administração municipal; quinquenio, reajuste salarial e mudança de letra (progressões trabalhistas). Os servidores reclamam que estão há mais de dez anos sem reajuste salarial.
“A Lei Orgânica do Município diz que temos o direito ao quinquênio, ou seja, reajuste salarial a cada cinco anos, mas estamos há mais de dez anos na mesma, sem aumento de salário e o prefeito não tem interesse em resolver a nossa situação”, reclamou um servidor.
Outra reclamação dos servidores é com o atraso no pagamento dos vencimentos. “Hoje já é dia 13 e até agora nem notícia do nosso pagamento. Trabalhamos porque precisamos. Temos nossos compromissos para honrar e não aguentamos mais essa situação”, desabafou outro servidor.
De acordo com o servidor, o prefeito está mais preocupado com a situação dele no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) – onde responde a processo de cassação de mandato, acusado de compra de votos em troca de próteses dentárias durante a campanha eleitoral de 2008 – do que com o município e os servidores.
Processo de cassação
No dia 4 deste mês, o TRE-RR deu início ao julgamento do Recurso Eleitoral nº 24177. O prefeito Gordo Lopes é acusado pela prática de crimes eleitorais, mais especificamente compra de votos em troca de próteses dentárias (dentaturas), durante a campanha de 2008.
Na sessão do último dia 4, o TRE-RR começou a analisar o parecer do Ministério Público Eleitoral, favorável à aplicação de multa e pedido de cassação do mandato do prefeito Gordo Lopes, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vistas do juiz federal Leandro Saon. O juiz-relator, Stélio Denner, e o desembargador Gursen de Miranda já haviam proferido seus votos, contrários ao entendimento do Ministério Público e favoráveis a Gordo Lopes.
Peritos da Polícia Federal (PF) constataram a veracidade do vídeo feito à época, que mostra depoimentos de pessoas confessando que receberam as próteses em troca de votos. A testemunha principal do caso – o protético conhecido como ‘Galo’ – simplesmente desapareceu de Roraima.
Informações extraoficiais dão conta que Galo mora no Estado do Pará. Antes de ‘sumir’ de Roraima, Galo havia ido à PF dizer que estava sofrendo ameaças de morte por conta das denúncias. O juiz federal Leandro Saon, inclusive, comprovou essas informações nos autos e, por considerá-las muito graves, decidiu pedir vistas do processo.
Desvio de recursos do Fundeb
Mas os problemas de Gordo Lopes não param por aí. No dia 12 de julho deste ano, a Defensoria Pública do Estado (DPE-RR) ajuizou Representação Criminal junto ao Ministério Público de Roraima (MPRR), com pedido de cassação do mandato prefeito Gordo Lopes, sob acusação de aplicação indevida dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), exercício de 2010.
De acordo com o defensor público Januário Lacerda, autor da Representação, a análise dos números da prestação de contas feita pelo Município ao Ministério da Educação (MEC) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) revela ter havido o desvio, utilização e aplicação indevidas em proveito alheio de rendas e verbas públicas oriundas do Fundeb. O valor em questão seria de R$ 657.406,59.
As irregularidades – objeto da ação da DPE – são as mesmas denunciadas no ano passado por professores e pelo Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb/Mucajaí, ao MPRR.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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Isso é uma vergonha , e o pior é que aliados diretos de Gordo Lopes , soltam aos 4 cantos da cidade que na maleta havia 350 mil para encerrar com o caso das dentaduras, á certeza de impunidade é tão grande que ele já faz planos pra mais 20 anos, assim como o cassado do Anchieta
hj foi um dia muito proveitoso para os servidores publicos de mucajai,pois varios companheiros destemidos se reuniram em prol do bem comum ki é lutar por nossos direitos trabalhista!parabenizo aqueles pais e mães de familias e ki tiveram tamanha coragem de enfrentar a tirânia e a perseguição dos ditadores de nosso municipio!hj vi muitos cenegrafistas amadores com celulares na mão pra filmar nossa manizestação e com o objetivo de delatar aos senhores feudais aqueles ki estavam lutando por seus direitos!vi diretores de escolas com muito cuidado pra não perder ninguem de vista!rsrs,mas pelo menos saimos com a promessa de reever o tratamento e a valorização desses tarbalhadores e trabalhadoras de coragem!parabens ao sindicato na pessoa do SR ADAUTO por sua coragem e determinação por esses servidores,e ki calou a boca daqueles ki achavam ki ele reetrocederia diante do prefeito!meus parabens a todos os ki participaram desse primeiro ato de protesto em prol de melhorias de salários e condições de trabalhos aos servidores concursados do municipio de MUCAJAI!obrigado ao prefeito por ter nos atendido cordialmente,e por legitima pressão…agora cabe a ele cumprir o prometido e assinado em nossa ata!lembrando ki o não cumprimento de nossas revindicações acarretará na nossa volta a prefeitura e com mais vigor!
Realmente, é um ato de coragem, numa cidade pequena como a “Pequeno coco”,Mucajaí, lutar por direitos e pedir aos rsponsáveis que cumpram seu dever.Sair assim, mostrando a cara e enfrentando, primeiramente as críticas dos babões e medroso que sequer sabem respeitar um ato de cidadania.Depois, enfrentar uma possível retaliação…correndo o risco de ser mudado de setor de trabalho..Desde ir pro interior mais distante como outras pressões que somos conhecedores. Isso é exemplo de coragem e cidadania desses servidores! E precisou dessa manifestação para que fossem ouvidos….Resta saber, se serão atendidos..