NA MATERNIDADE – Bebês já podem deixar a Unidade com o Registro de Nascimento

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Na manhã desta segunda-feira, 25, foi inaugurada a Unidade Integrada de Registro Civil Zélia Lopes Dias, no Hospital Materno Infantil

A Unidade Integrada recebeu o nome em homenagem a Zélia Lopes Dias, que era enfermeira da unidade e faleceu dia 10 de março / Foto: Fernando Oliveira /

Sofia Gonçalves nasceu no dia 21 de junho. O pai dela, Francimar Gonçalves, não precisou deixar o HMI (Hospital Materno Infantil) para registrar a filha. Pôde fazer o procedimento na Unidade Integrada de Registro Civil Zélia Lopes Dias, que passou a funcionar nesta segunda-feira, 25.

“É uma comodidade muito grande para mim e para os outros pais. Com meu primeiro filho eu precisei ir para o cartório. Agora já vou sair com o registro da minha filha”, comemorou.

Por dia, nascem de 27 a 30 crianças. O trabalho integrado da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) com os Cartórios de 1° e 2° Ofícios Loureiro e Daniel Aquino e também a DPE (Defensoria Pública de Roraima), vai facilitar a vida de muitas famílias. “Esse é um instrumento de cidadania que vai facilitar o registro dos bebês que nascem aqui na Maternidade, que o Governo coloca à disposição da população”, completou a governadora Suely Campos.

O horário de funcionamento do Cartório será de segunda à sexta-feira, das 8h da manhã às 14h. De acordo com Moema Farias, diretora de Apoio Técnico Especializado do HMI, os pais vão até o local para dar entrada no documento.

“Depois, quando o Registro fica pronto, nós vamos até o leito onde a mãe está com o bebê e entregamos o documento. Isso faz com que o tempo de espera para solicitar o Registro de Nascimento diminua muito”, complementou.

Os documentos necessários são a DNV (Declaração de Nascido Vivo) e os documentos pessoais dos pais. “Essa é a primeira vez que esse serviço é ofertado de forma tão abrangente, por meio dessa parceria com os Cartórios”, disse o tabelião Joziel Loureiro.

RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE

No local, a Defensoria Pública também irá realizar atendimento sobre os direitos das crianças e das mães, com orientações sobre o reconhecimento de paternidade por exemplo.

“Nesses casos, fazemos o registro no nome da mãe e convocamos o suposto pai para um atendimento e reunião de conciliação. Caso não haja acordo será ajuizada uma ação de reconhecimento de paternidade”, explicou Terezinha Muniz, defensora pública-geral.

HOMENAGEM

Zélia Lopes Dias era enfermeira da unidade e faleceu dia 10 de março. Ela lutava contra um câncer de mama há oito anos. Natural do Ceará, a enfermeira atuou durante 15 anos na maternidade. Trabalhou como técnica de enfermagem e depois como enfermeira no berçário e no CME (Central de Material e Esterilização).

DA REDAÇÃO

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