Papa diz que Natal é para redescobrir laços de fraternidade que unem

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Francisco pediu paz em particular para a Terra Santa, para o continente africano, para Venezuela, Nicarágua, Iêmen, Síria, Ucrânia, Península da Coreia / Foto: Max Rossi – Reuters /

O papa Francisco voltou, nesta terça-feira, 25, a fazer a trágica enumeração de conflitos do mundo durante a sua mensagem de Natal e ressaltou que a data deve ser vista como um momento de redescobertas dos laços de fraternidade que unem as pessoas.

“Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma”, disse o pontífice, pedindo paz em particular para a Terra Santa, para o continente africano, para Venezuela, Nicarágua, Iêmen, Síria, Ucrânia, Península da Coreia.

Da sacada central da Basílica de São Pedro, Francisco listou os principais lugares em conflito e pediu para que israelenses e palestinos retomem o diálogo e empreendam um “caminho de paz que ponha fim a um enfrentamento que – há mais de 70 anos – dilacera a terra escolhida pelo Senhor para mostrar o seu rosto de amor”.

Ele lembrou também à Síria e fez uma prece para que o país possa “reencontrar a fraternidade depois destes longos anos de guerra”. Francisco apelou ainda para que a comunidade internacional “trabalhe com decisão para uma solução política que acabe com as divisões e os interesses de partes, de modo que o povo sírio, especialmente os que foram obrigados a deixar as suas terras e buscar refúgio em outros lugares, possa voltar a viver em paz na sua pátria”.

O papa manifestou esperança na trégua atingida no Iêmen e disse esperar que esse passo leve “alívio a tantas crianças e populações exaustas pela guerra e pela fome”. Sobre a África, ele lembrou que “milhões de pessoas refugiadas ou deslocadas precisam de assistência humanitária e segurança alimentar”.

O pontífice pediu também que no Natal “os vínculos fraternos, que unem a Península da Coreia” permitam a continuidade do caminho rumo à soluções compartilhadas e ao bem-estar.

No caso da Venezuela, ele disse esperar que o país consiga “reencontrar a concórdia” e disse que a “amada Ucrânia” está “ansiosa por reconquistar uma paz duradoura que demora em chegar”.

Por fim, Francisco solicitou que na Nicarágua “não prevaleçam as divisões e as discórdias”, e concluiu a mensagem de Natal pedindo a Jesus, que proteja todas as crianças do planeta e todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas.

“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do nascimento do Salvador, para que, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, possamos nos reencontrar e viver como irmãos!”, disse ele.

FONTE: AGÊNCIA EFE

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