Papaléo alerta para manipulação de pesquisas eleitorais
Na eleição de 2000, quando era candidato a prefeito de Macapá, Papaléo disse uma empresa de Fortaleza lhe pediu R$ 120 mil para assegurar melhor colocação em pesquisa que estava realizando para um grande instituto, cujo nome também não citou. O senador disse que as pesquisas produzem grande influência na escolha do eleitor e, por isso, deveriam ser realizadas com muito rigor técnico e seriedade. Papaléo considerou “um grande crime” o que esses institutos estão fazendo com os Estados do Norte.
“Mas digo que essas pessoas têm de considerar que o Norte do País deve ser tão respeitado quanto o Sul. Não é por que somos do Norte que esses institutos podem contratar, sublocar ou terceirizar muitos institutos vagabundos que existem por aí, que usam deste momento para forjar pesquisas, para publicá-las em jornal, para prejudicar as campanhas políticas. Digo que pesquisa influencia, sim. Alguns livros dizem que pesquisa não influencia ninguém. É claro que influencia, é claro e evidente que influencia. Então, não deveria ser permitida a pesquisa política pelo menos quinze dias antes da eleição. Isso só favorece aqueles que têm dinheiro para contratar pesquisa. Quem não tem dinheiro…”, disse Papaléo.
Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) defendeu a regulamentação das pesquisas eleitorais e afirmou que eventuais regras não violam a liberdade de informação. “Então, primeiro, é preciso que haja seriedade nessas pesquisas; segundo, é preciso regulamentar a utilização da pesquisa. Aí dizem: ‘Ah, mas aí vai interferir na liberdade de informação’. Temos de ver que, na liberdade, tem de haver responsabilidade; liberdade sem responsabilidade não é liberdade”, disse o senador por Roraima.
Papaléo disse ainda que foi até aconselhado a não tocar nesse assunto, porque poderia sofrer as consequências depois. “Mas estou chamando a atenção deles, para não fazerem isso conosco, porque isso é muito ruim, isso não combina com a tradição que têm esses institutos, grandes institutos do Brasil. Isso não combina com eles. Não podemos, no Norte do País, ser tratados dessa maneira. (…) mas quero pedir, encarecidamente: não façam isso com o nosso Amapá, não façam isso com Roraima, não façam isso com os Estados do Norte, não façam isso! É um grande crime que vocês estão cometendo. Eu acho que, para vocês pagarem um dia, só Deus vai ter piedade de nós e fazer com que vocês levem a sério, principalmente no Norte do País, as consequências dos resultados de pesquisa”, enfatizou.
Fonte: Agência Senado
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Blogueiro, jornalista e radialista. A sequência é intencional e representa o nível de importância da atuação de Wirismar Ramos no mundo do webjornalismo. Pós-graduado em Comunicação Social - Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, Wirismar Ramos costuma dizer que não suporta, em sua vida profissional, atitudes que demonstrem falso moralismo, falsidade, traição, incompetência e preguiça.
Rosivaldo
2 set, 2010
E aqui em Roraima, vocês não acham que a pesquisa foi comprada também?