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Remídio questiona projeto de privatização da Eletrobras

6 dez 2017 | 0 comentário

Remídio Monai: “O receio é que a privatização provoque o aumento das tarifas de energia e a redução dos investimentos para as populações que vivem em regiões de difícil acesso como no Norte do país” / Foto: Alice Andrade /

O deputado Remídio Monai (PR-RR) se posicionou contrário ao projeto do Governo federal de privatização da Eletrobras, que é considerada maior empresa do setor elétrico no Brasil. Nesta terça-feira (05), o parlamentar participou de uma reunião com representantes da Federação dos Urbanitários e do Sindinorte sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 948 de 2001, que propõe a realização de um referendo para consultar a população sobre a venda da estatal.

Remídio afirmou que o processo de privatização do setor elétrico não pode ser conduzido sem a participação efetiva da sociedade civil. “Estamos falando de um serviço essencial e que afeta diretamente a vida de todos os brasileiros. Acredito que um governo transitório, como o atual, não pode interferir sobre assuntos estruturantes do país. Trata-se de um setor que envolve questões complexas como soberania, defesa nacional e que abre possibilidade exploração de nossas riquezas naturais para diversos grupos e empresa privadas”, salientou Monai.

A diretora sindical dos Urbanitários, Fabiola Antezana, solicitou apoio na articulação para aprovação do PDL. “No último dia 28, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara aprovou o Projeto por unanimidade. O texto será levado ao plenário da Câmara e precisamos do apoio de todos para evitar a desestatização da Eletrobras. O país está entrando em um processo de ampla recuperação do setor e esse não é o momento para privatizar. Precisamos ainda de estudos aprofundados e de uma modelagem que abarque todas as necessidades regionais”, afirmou.

Remídio Monai alertou sobre a preocupação com as Regiões Norte e Nordeste do país, onde a energia elétrica é tratada como um compromisso social.

“O receio é que a privatização provoque o aumento das tarifas de energia e a redução dos investimentos para as populações que vivem em regiões de difícil acesso como no Norte do país. No meu entendimento a modelagem proposta pelo Governo Federal não garante o fornecimento de energia para vilas, comunidades de ribeirinhos, indígenas onde necessita de uma logística eficiente e com grandes investimentos. Não existe nenhum estudo, por exemplo, que comprove que o estado de Roraima será integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Acho precipitado o projeto anunciado pelo Governo federal. Em um país como dimensões continentais e uma grande diversidade regional, todas as peculiaridades e dificuldades precisam ser contempladas”, argumentou o deputado.

DA REDAÇÃO

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