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Secretário-geral da OEA e Leopoldo López clamam por retorno urgente da democracia na Venezuela

13 jul 2017 | 0 comentário

Luiz Almagro telefonou a líder oposicionista venezuelano que cumpre prisão domiciliar. Dupla diz que Assembleia Constituinte de Maduro representa ‘desmantelamento final’ da democracia no país.

Leopoldo López comemora com bandeira da Venezuela no sábado (8) em sua casa em Caracas / Foto: Juan Barreto – AFP /

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e o líder da oposição venezuelana Leopoldo López, concordaram na necessidade urgente de “trabalhar pelo retorno da democracia na Venezuela e pela recuperação dos direitos do povo venezuelano”.

Segundo um comunicado da OEA, Almagro telefonou nesta quarta-feira (12) para López, que cumpre prisão domiciliar depois de ser transferido de uma prisão militar no último sábado.

Durante a conversa, os dois também discutiram a “necessidade urgente” de cessar a repressão no país, publicar um calendário eleitoral completo, restaurar completamente os poderes da Assembleia Nacional e libertar todos os prisioneiros políticos, incluindo nesse ponto a libertação completa do próprio Leopoldo López, preso há mais de três anos.

Os dois expressaram ainda preocupação em relação à manutenção da Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro, cujas eleições serão realizadas no dia 30 de julho. O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela considerou que o chefe de Estado exerce ‘indiretamente’ a soberania popular e deu a ele o poder de convocar a assembleia sem consulta prévia em referendo.

Ainda assim, a oposição venezuelana convoca a população para uma votação em um plebiscito simbólico no próximo domingo, 16 de julho. A importância desse ato também foi discutida no telefonema, segundo a OEA. Para Almagro e López, a nova Constituinte de Maduro representaria “o desmantelamento final da democracia” na Venezuela.

Prisão domiciliar

Leopoldo López deixou a prisão militar de Ramo Verde no sábado (8). O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela confirmou a prisão domiciliar, e disse que a concessão foi feita por causa de problemas de saúde de López. O pai do líder político disse que ele agora usa uma tornozeleira eletrônica e declarou que a família toda está “muito feliz”.

López, de 46 anos, foi preso há mais de três anos durante os protestos exigindo a renúncia de Maduro, que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014. Ele foi condenado em 2015 a quase 14 anos de prisão sob a acusação de “incitação à violência”.

Visita de Zapatero

Nesta quarta, o ex-chefe do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero visitou López em sua casa em Caracas.

“Ex-presidente Zapatero visita Leopoldo López em casa. Leopoldo López transmitindo mensagem firme da luta pela liberdade de toda a Venezuela”, anunciou no Twitter Freddy Guevara, vice-presidente do Parlamento venezuelano, controlado pela oposição.

Guevara destacou que López também conversou por telefone nesta quarta com o chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, além de Luis Almagro da OEA.

FONTE: PORTAL G1

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