A Comissão de Terras, Colonização e Assuntos Indígenas da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) se reuniu no final da manhã desta terça-feira (26) no Plenário, para analisar parte da documentação enviada pelo Instituto de Terras de Roraima (Iteraima). Além do presidente da Comissão, deputado Mecias de Jesus (PR), estavam presentes a vice-presidente da ALE-RR, Aurelina Medeiros (PSDB); Chicão da Silveira (PDT) e Erci de Moraes (PPS), que também são membros.
Durante a reunião, o deputado Mecias de Jesus revelou que agricultores do sul do Estado estão sendo ameaçados de morte possivelmente por madeireiros atingidos pelas denúncias feitas por ele no dia 15 de março no Plenário, sobre a titulação terras em nome de “laranjas” para beneficiar parentes, amigos e aliados do governador Anchieta Júnior (PSDB).
De acordo com Mecias de Jesus, a ideia é inibir a apropiação irregular das terras de Roraima para que o Estado não venha a presenciar casos de assassinatos como havia no Pará, no Mato Grosso e em tantos outros Estamos. “Agora mesmo, no sul de Roraima, um grupo que representa madeireiros ameaçou de morte alguns produtores que estavam demacarcando uma área de terras na região dos rios Caroebe e Jauaperi, nos Municípios de Rorainópolis, São João da Baliza e São Luiz do Anauá”, afirmou.

Mecias de Jesus: "Já comunicamos o Ministério Público Federal e esperamos que providências sejam tomadas"
Segundo o parlamentar, os madeireiros ameaçaram as pessoas, mandaram os produtores pararem com a demarcação porque a terra seria deles dali para a frente. “Nós vamos tomar providências com relação a isso, no que nos couber, logicamente. Já comunicamos o Ministério Público Federal e esperamos que providências sejam tomadas, porque a maioria dessas terras ainda pertence à União”, enfatizou.
Sem resposta satisfatória do Iteraima
Mecias de Jesus disse que entregou hoje à Comissão uma cópia da denúncia que ele havia recebido (a mesma que havia encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal) e cobrou dos membros o requerimento que o Iteraima até agora não respondeu, forneceendo a documentação que foi solicitada.
“Como começamos a receber denúncias de pessoas que já estão sendo ameaçadas de morte por grupos de fora do Estado, tomamos a decisão de começar a ouvir, se necessário for, na própria Comissão, as pessoas que estão sendo denunciadas por grilagem de terra. Vamos montar um cronograma, que será apresentado à imprensa. Se essas pessoas não quiserem atender à convocação, vamos tomar outras medidas para que elas obedeçam à nossa intimação”, informou.
Ainda segundo o parlamentar, que também é líder da bancada de oposição na Casa, a informação que recebeu do próprio presidente do Iteraima, Márcio Junqueira, é de que são mais de 30 mil cópias de documentos e o que chegou até a Comissão não chega 1.000.
“Faltam muitos documentos ainda. Pedimos a relação de terras ainda existentes para cadastro, georreferenciamento e titulação; cópias de todos os processos integrais com laudos de vistoria, que também não vieram. Nós temos pressa nisso, afinal, são as terras do nosso Estado que estão sendo distribuídas aleatoriamente e de forma irresponsável”, reclamou.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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QUE VERGONHA, QUE VERGONHA. MEU DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE NÓS. SERÁ Q É O FIM DO MUNDO MESMO P ESTAR ACONTECENDO TD ISSO?