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Vereador de Boa Vista é detido em rinha de galo, mas ele não é o primeiro

2 maio 2015 | Comentários

O vereador negou sua participação na atividade ilegal; afirmou que estava no local a trabalho, em pleno feriado de 1º de maio / Foto: Divulgação /

O vereador negou sua participação na atividade ilegal; afirmou que estava no local a trabalho, em pleno feriado de 1º de maio / Foto: Divulgação /

A informação circulou em vários grupos de notícias no WhatsApp e no Facebook, na noite desta sexta-feira (1º): o vereador Sandro Baré (PDT) teria sido detido pela Polícia Militar por estar participando de uma rinha de galo numa residência localizada, na rua Raimundo Silva Briglia, no bairro Centenário.

Quando a notícia começou a se espalhar nas rede sociais, o vereador se apressou em negar o fato, afirmando que estava no local a trabalho, apenas atendendo a uma reivindicação de um amigo.

Fotos de galos, do material usado na rinha e das pessoas presas foram postadas nas redes sociais. Diversas mensagens chegaram ao meu celular confirmando a informação acerca da detenção do vereador. Uma delas dizia que o delegado que atendeu à ocorrência no 5º DP tentava aliviar a barra do parlamentar.

Eu tentei manter contato com Sandro Baré por telefone, para confirmar a informação sobre sua detenção, mas seu telefone celular só dava fora de área.

DA REDAÇÃO

Baré não é o primeiro

Curiosamente, a detenção do vereador Sandro Baré, quando supostamente participava de rinha de galo, ocorre num momento muito delicado pelo qual passa a Câmara Municipal de Boa Vista (CMBV). A moral dos vereadores de Boa Vista vem sendo questionada desde a exibição de uma reportagem no Fantástico no dia 26 do mês passado, informando sobre como os vereadores gastam os quase R$ 90 mil recebidos mensalmente por eles, entre subsídio, verba de gabinete e verba indenizatória.

Mas Sandro Baré não é o primeiro vereador a ter seu nome vinculado a essa cruel, desprezível e criminosa. Em 12 de agosto de 2007, o então vereador Telmário Mota (PDT, hoje senador por Roraima) foi preso em flagrante junto com mais 22 pessoas participando de rinha de galo no Município de Alto Algre, a 90 quilômetros de Boa Vista, na operação “Galo de Ouro”, da Polícia Civil (conforme a Folha de Boa Vista).

Dias depois, o mesmo vereador usou a Tribuna da CMBV para denunciar o extermínio, pela polícia, de mais de 100 “galos combatentes” apreendidos em operações contra a rinha de galo realizadas no Estado. No mesmo pronunciamento, Telmário disse que promoveria, na sexta-feira seguinte, uma passeata para denunciar o caso.

Crime

A Legislação Brasileira de Proteção ao Meio Ambiente – artigo 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) -define como crime a promoção da atividade popularmente conhecida como “rinha de galo”. Tal atividade consiste no estímulo de embate entre dois animais, os chamados galos de briga, e é normalmente acompanhada por cidadãos que realizam apostas altas.

Tutor dos animais, o dono do local onde a atividade é realizada, bem como os eventuais apostadores podem pegar de três meses a um ano de prisão. Nenhum cidadão pode alegar o desconhecimento da lei em sua defesa.

FONTE: BLOG DO LUIZ VALÉRIO

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