LATROCÍNIO – Polícia Civil prende venezuelanos envolvidos na morte de motorista

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As diligências resultaram na prisão de dois dos cinco envolvidos no crime; as investigações continuam em andamento para localizar os demais


Verlânia Silva de Assis, diretora do DHPP: “A Polícia Civil vem realizando diligências em vários pontos da cidade para identificar e prender os infratores e esclarecer as circunstâncias do crime” / Foto: ASCOM/PCRR /

Diligências contínuas e ininterruptas realizadas por agentes do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil de Roraima, resultaram na prisão em flagrante de duas pessoas envolvidas no roubo seguido de morte do motorista Luiz Erivan da Silva Macedo, 35 anos. Ao todo cinco pessoas, todas de nacionalidade venezuelana, participaram do latrocínio – roubo seguido de morte. O crime ocorreu às 5h50 de sábado, dia 11, na avenida Mário Homem de Melo, em frente ao número 3492, no bairro Buritis.

De acordo com informações prestadas pela diretora do DHPP, Verlânia Silva de Assis, as diligências contaram com o apoio do GRT (Grupo de Resposta Tática) da Polícia Civil e do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar.

A diretora esclarece que desde o momento em que a Polícia Civil foi comunicada da morte de Luiz Erivan vêm sendo realizadas diligências em vários pontos da cidade para identificar e prender os infratores e esclarecer as circunstâncias do crime.

Estão presos em flagrante os venezuelanos Yennifer Caroly Munoz Aristimuno, de 26 anos e Yorman Jose Rojas Henriquez, de 26 anos. Mais dois envolvidos no crime foram identificados. Trata-se de Yojan Jose Rondon Amundarai e Jose Gregório Brito Centeno, de 27 anos. Esses dois são apontados como os autores do assassinato do motorista Luiz Erivan. Eles ainda não foram presos, mas as diligências continuam sendo realizadas para localizá-los e prendê-los. A quinta pessoa é uma mulher que ainda não teve o nome identificado pela Polícia Civil, mas que se sabe ser a esposa de um dos envolvidos, Yojan Amundarai.

As duas pessoas presas afirmam que não sabiam que a vítima seria morta. Eles são funcionários de um supermercado e alegam não ter participado do crime. Eles contaram que estavam todos juntos, vítima e infratores, bebendo em uma distribuidora. Como o local fechou, eles saíram caminhando a procura de outro local para continuarem bebendo.

“Eles disseram que no percurso, a vítima ia conversando com uma das mulheres, no caso Yennifer Aristimuno, quando em determinado ponto dois deles, que vinham logo atrás, agarraram o Luiz Erivan e deram uma “gravata” nele e o arrastaram até o local em que o agrediram até a morte. Yennifer disse que se afastou e não presenciou o crime, mas que ouviu os gritos da vítima, pois ele gritava muito, como se estivesse desesperado. Em seguida ela disse que não ouviu mais os gritos e que os dois homens saíram do local trazendo o tênis, o celular e a carteira da vítima”, detalhou a diretora.

Ainda segundo as declarações de Yennifer Aristimuno e de Yorman Jose à Polícia, quando os dois homens que mataram Luiz Erivan se reuniram ao grupo que estava um pouco mais afastado, eles ouviram a outra mulher (esposa de Yojan Amundarai) perguntando se “havia reais” na carteira e os infratores responderam que não, apenas cartões.

De acordo com Verlânia de Assis, apesar de negarem a participação no crime, o casal preso nada fez para evitá-lo. “As circunstâncias indicam que os flagranteados tinham noção do que iria ocorrer em relação à vítima. Para a Polícia Civil eles são partícipes do crime. As prisões deles tiveram início às 17 horas de domingo e as diligências continuam para prender os outros três. Inclusive, estamos divulgando a fotografia deles para que, com isso, possamos contar com o apoio do cidadão, para denunciar possíveis locais em que estejam escondidos. A denúncia pode ser feita ao telefone 181 do Disque-Denúncia”, disse a diretora.

O casal de venezuelano preso foi autuado em flagrante por crime de latrocínio, que é o roubo qualificado, com concurso de pessoas, seguido de morte, previsto no artigo 157 parágrafo 2º, Inc. I, parágrafo 3º, Inc. II, do Código Penal Brasileiro. Eles serão encaminhados para a Audiência de Custódia.

TRABALHO

A delegada Geral de Polícia, Giuliana Castro, enalteceu o trabalho dos policiais envolvidos na investigação que resultou na prisão dos envolvidos na morte de Luiz Erivan. Segundo ela, a Polícia Civil, desde o momento em que tomou conhecimento do crime, envidou todos os esforços para esclarecê-lo e identificar os autores.

“Foram diligências contínuas, ininterruptas, o que nos levou a ter êxito em todo o trabalho. Esse crime foi cruel, por motivo fútil, torpe e, inaceitável. Entendemos que a Polícia atendeu aos anseios da população esclarecendo não somente a este crime, como vários outros registrados em nosso estado. Lamentamos mais essa morte trágica, mas entendemos que o trabalho foi realizado e esclarecemos o crime, com a prisão de dois envolvidos”, disse a delegada geral.

DA REDAÇÃO

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